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Posts Tagged ‘lateralidade’

Pesquisadores da Universidade de Berkeley, na Califórnia-EUA, desenvolveram um dispositivo magnético que pode fazer com que pessoas deixem de utilizar a mão direita para favorecer a esquerda. O dispositivo chama-se Estímulo Magnético Transcranial (TMS, em inglês) e ele afeta a região do córtex parietal posterior, que é a responsável por planejar movimentos.

Naturalmente, todas as pessoas são ambidestras, mas acabam favorecendo uma das duas mãos na hora de escrever ou utilizar determinados equipamentos. Durante os testes, os 33 voluntários (todos destros) não passaram a escrever com a mão esquerda, mas favoreceram a canhota na hora de realizar pequenas atividades, como pegar objetos e apertar o botão do elevador.

A intenção da pesquisa, no entanto, é mais nobre. Segundo Richard Ivry, principal pesquisador da tecnologia, eles pretendem usar o TMS com vítimas de derrames e outras doenças cerebrais, de modo que elas possam favorecer o lado do corpo que eles controlem melhor. Este estímulo ainda poderá ser usado para pacientes recuperarem movimentos de braços ou pernas, recuperando o controle total de seu corpo.

Dispositivo magnético pode fazer você mudar de destro para canhoto

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por JOSÉ REIS
AF

Muito se tem estudado e especulado sobre o funcionamento do cérebro dos canhotos. O uso preferencial de uma das mãos está muito ligado à distribuição de funções entre os hemisférios cerebrais. Estes, sabe-se hoje, são funcionalmente assimétricos. O esquerdo é geralmente ligado ao controle dos aspectos cognitivo-racionais da linguagem, e o direito, à compreensão musical, à identificação das relações espaciais e ao controle dos aspectos afetivos da linguagem.

Em 95% dos destros e 70% dos canhotos, os aspectos cognitivo-racionais da linguagem são controlados pelo hemisfério esquerdo. Em metade dos canhotos restantes, a linguagem é controlada pelo hemisfério direito. A outra metade não mostra assimetria, sendo a linguagem controlada igualmente pelos dois hemisférios. Estudos comparados não apontaram diferença de desempenho entre canhotos e destros em testes verbais.

Quando nasce, a criança não tem lateralização definida, que só se instala progressivamente e se estabiliza dos 6 aos 8 anos, com o começo da prática da escrita. Uma lesão no hemisfério esquerdo causa afasia em 95% dos destros. A freqüência e a velocidade da afasia são maiores nos ambidestros ou nos que têm antecedentes familiares de canhotismo ou ambidestralidade.

Nos destros, uma lesão do hemisfério direito só afeta em geral a prosódia, a linguagem perde a entonação, o relevo. Lesão do hemisfério esquerdo no canhoto e no ambidestro provoca afasia mais vezes que uma lesão no direito. Essa afasia regride melhor que nos destros. A explicação das diferenças entre canhotos e destros parece encaixar-se na explicação geral da repartição assimétrica das grandes funções cerebrais. Das muitas explicações aventadas, três gozam de maior voga: a hipótese anatômica, a genética e a relacional.

A hipótese anatômica considera que até 1960 os trabalhos desse tipo salientavam a semelhança morfológica dos dois hemisférios. Mas, em 60, Geschwind e Levine mostraram que uma zona do lobo temporal é muito mais extensa à esquerda. Em 1980, Geschwind e Galaburda revelaram assimetria na área de troca, favorecendo o lado esquerdo. Tal assimetria está presente no feto desde a 31ª semana de vida. Já se demonstrou que na maioria dos canhotos com lesão cerebral esquerda a linguagem é controlada pelo hemisfério direito, ao passo que, nos sem lesão, ela é controlada exclusivamente pelo hemisfério esquerdo. O número de canhotos é maior em crianças com dificuldade de aprendizagem e em portadores de lesões cerebrais precoces.

A hipótese genética baseia-se na verificação da existência de tendência familiar ao canhotismo. Em 1973, Annett, em 3.604 casos, revelou que, se pai e mãe são destros, a probabilidade de o casal ter filhos destro é muito maior que nos casais de canhotos ou de canhoto e ambidestro. Haveria na maior parte das pessoas um gene favorecedor do lado direito e, na ausência desse gene, o indivíduo poderia ser canhoto ou destro. Para explicar por que pais canhotos podem ter filhos destros, Annett imaginou que os pais poderiam ter sofrido lesões cerebrais no nascimento, de modo que o fator direcionador não se manifestaria neles, mas seria transmitido aos filhos.

Segundo a hipótese relacional, a lateralização da criança se desenvolve em função do meio em que vive. Não se nota predominância manual no recém-nascido. Ele a adquire com o tempo, tornando-se destro num mundo de destros.

Fonte: Saiba como o cérebro do canhoto funciona

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Já considerado um clássico no estudo das potencialidades cerebrais. Em uma edição atualizada, os autores apresentam as descobertas básicas na área da assimetria cerebral, procurando separar os fatos comprovados daquilo que é mera especulação. Escrito para um público amplo, apresenta conclusões científicas de forma clara para o leigo, sem comprometer a precisão e a complexidade dos tópicos analisados.

Cérebro esquerdo, cérebro direito – Sally P. Springer & Georg Deutsch

Trechos do livro que falam sobre nós, os canhotos:

[…]De que modo a organização do cérebro dos canhotos se diferencia da dos destros? Tanto os estudos clínicos como os comportamentais têm ajudado a responder essa questão. No capítulo 1, observamos que o teste com sódio amobarbital mostrou que mais de 95% dos destros têm a fala localizada no hemisfério esquerdo, e que 70% dos canhotos apresentam o mesmo padrão. A maioria dos 30% restantes evidencia representação bilateral da fala. A partir desta configuração, poder-se-ia concluir que a maioria dos canhotos é exatamente como os destros.

Outros dados clínicos, entretanto, sugerem que o quadro é mais complexo. Vários estudos relataram que o prognóstico de recuperação da afasia após um derrame é muito melhor em canhotos do que em destros. Muitos pesquisadores acreditam que a recuperação de uma lesão maciça no hemisfério da fala é uma função da extensão em que o hemisfério não danificado pode assumir o comando.[…]

[…]A organização do cérebro dos canhotos parece ser mais complexa do que alguém poderia esperar a partir dos dados obtidos com o sódio amobarbital. Outro trabalho clínico sugeriu que parte da variação entre canhotos pode ser explicada determinando-se se um determinado canhoto tem parentes de primeiro grau (pais, irmãos ou filhos) canhotos. Os canhotos com histórico de canhotos na família (canhotos na família mais próxima), apresentavam frequências similares de distúrbios de linguagem após lesão no lado esquerdo ou no lado direito do cérebro. Nos canhotos sem canhotos na família, os distúrbios da linguagem eram quase inexistentes após a lesão no hemisfério direito. Esta diferença sugere que há pelo menos duas espécies de canhotos e que os padrões de organização do cérebro dos dois grupos são diferentes.

Os estudos com pessoas normais têm considerado o efeito da ocorrência de canhotos na família na realização dos testes de lateralidade. Vários estudos fornecem base para a idéia de que os canhotos com parentes canhotos são diferentes daqueles que não os têm. Infelizmente, as descobertas quanto à natureza de tal diferença não são consistentes.

As evidências que apontam para a existência de diferenças na organização do cérebro entre pessoas com e sem histórico familiar de canhotos, têm sido admitidas por alguns como um sinal do comportamento genético na dominância manual. A mesma relação, contudo, pode ser vista também como apoio para um determinante ambiental da dominância manual.[…]

[…]Jerre Levy e Mary Lou Reid identificaram outra variável – a posição da mão – que, segundo acreditam, poderia ajudar a classificar os canhotos em diferentes grupos, com base na organização do cérebro. Alguns canhotos escrevem numa posição invertida ou curvada, segurando a caneta ou o lápis acima da linha da escrita. Os outros canhotos, assim como os destros, seguram seus instrumentos abaixo da linha da escrita.

Levy e Reid afirmam que a posição invertida da mão significa que o hemisfério da fala está do mesmo lado da mão preferida. Assim, a fala de um canhoto que inverte a mão seria controlada pelo hemisfério esquerdo. A fala de um destro que inverte a mão (esses indivíduos são raros), seria controlada pelo hemisfério direito. A fala de pessoas que não invertem a mão ao escrever seria controlada pelo hemisfério oposto à mão preferida. Seus pontos de vista conflitam com a sabedoria convencional, que sugere que a posição da mão é devida unicamente ao treino.[…]

O livro, apesar do tema sobre o qual trata ser bastante complexo, expõe as idéias de forma bastante simples e fácil de entender, mesmo por leigos no assunto.

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Por Aline Vieira

Segundo estudos, cada pessoa nasce com uma preferência por um lado do corpo, o que a faz, logo pela infância, escolher com qual das mãos – ou pés – fará as atividades mais significativas em sua vida.

Já no século XVI, o chamado clã dos Kerr, da Inglaterra, encontrou uma arma interessante para lutar contra seus inimigos escoceses, que queriam tomar suas propriedades: construíram um castelo com escadarias espirais da direita para a esquerda que dificultavam a invasão de pessoas… destras. Apesar de curioso para a época, o plano deu certo. Os Kerr, que eram uma família dominada por canhotos, descobriram uma técnica fácil para se sair bem num mundo que já era feito para os “de direita”.

A curiosidade em torno do porque uma pessoa nasce destra e outra canhota sempre existiu. Na idade média, acreditava-se que se uma pessoa tinha dominância pela mão direita, ela era saudável e abençoada, enquanto os que preferiam a mão esquerda eram criaturas demoníacas e perversas.

Naquela época, escrever com a mão esquerda era considerado um erro que devia ser consertado o mais rápido possível. Quem era canhoto era reprimido – levava chicotadas, cintadas e tapas nessa mão – e induzido a aprender a se virar com a mão direita. Isso porque, em alguns países islâmicos, a mão esquerda era a “mão suja”, utilizada para tarefas como a higienização do corpo.

De lá para cá, a tolerância com os canhotos pode ter aumentado, mas eles ainda têm que aprender a lidar com um mundo onde as tesouras, os abridores de latas e as torneiras ainda funcionam para o lado “errado”. Para os destros que, segundo estimativas, são 90% da população mundial, fazer tudo com a mão esquerda ainda é um espanto.

Para os cientistas, tentar explicar o que acontece no corpo e no cérebro para se definir uma pessoa destra ou canhota ainda é um problema. “Existem pesquisas que tentam entender o porquê do canhotismo ou do destrismo, mas nada pôde ser comprovado cientificamente”, diz o psicólogo especializado em Neurociências Márcio Toledo. Apesar disso, todos partem do princípio da teoria da lateralidade. “Ela pode ser definida como a preferência (e dominância) de cada pessoa por um dos lados do corpo – não só a mão”, afirma o psicólogo.

A lateralidade parte do princípio de que o corpo depende das atividades cerebrais para funcionar e, portanto, segue as ordens dele. O cérebro, por sua vez, é dividido em dois hemisférios: o direito e o esquerdo. O lado esquerdo dele coordena a parte direita do corpo, enquanto o direito coordena a parte esquerda do corpo.

Segundo a lateralidade, cada pessoa tem um maior comando por uma das partes do cérebro e é aí que se define quem é canhoto e quem é destro – os destros são comandados pelo lado esquerdo do cérebro e os canhotos pelo lado direito. Também há pessoas que têm a mesma dominância de comando dos dois hemisférios cerebrais e, portanto, têm a mesma facilidade em ambas as partes do corpo.

Os cientistas afirmam que numa família de pais destros, a chance de a criança ser canhota é só de 2%. Essa estatística salta para 17% se um dos pais for canhoto e para 50% se ambos forem canhotos.

Já segundo o psicólogo americano Arnold Gesell, especializado em desenvolvimento infantil e famoso por anos de pesquisa na área, é possível perceber se uma criança será destra ou canhota desde cedo através de observações comportamentais simples, como ver a mão que ela usa para apontar, pedir comida ou brinquedos, e até mesmo pra que direção ela vira na hora de dormir. “Essa preferência realmente começa a ser mais perceptível quando a criança tem entre 5 e 9 anos de idade”, concorda Dr. Toledo.”

Fonte: Por que as pessoas são canhotas ou destras – Ig Educação

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Livro: Desenhando com o lado direito do cérebro, de Betty Edwards.

Prefácio à edição brasileira:

“Desenhando com o Lado Direito do Cérebro”, além de ser o melhor livro já publicado sobre o ensino do desenho, é o primeiro que apresenta e divulga uma aplicação prática das recentes descobertas sobre as especializações funcionais dos hemisférios cerebrais.

Betty Edwards, apoiada nas pesquisas do Dr. Roger Sperry (Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 1981), com um texto claro e riquíssimo, desvenda e desmistifica o até então misterioso “talento” para o desenho.

Através da intuição, da pesquisa e de sua particular genialidade,
estabelece as bases de uma revolução no ensino do desenho.

As técnicas por ela utilizadas já eram do conhecimento de alguns professores e artistas plásticos. A execução de croquis de cabeça para baixo, por exemplo, era recomendada pelo Professor Jay Doblin em 1956. Os exercícios de Kimon Nicolaides, a percepção e utilização dos espaços negativos, também não são novidades, porém, não se sabia porque exatamente estas práticas desenvolviam a percepção visual.

O grande mérito da Dr.a Betty Edwards é ter dado um
fundamento científico a todo esse conhecimento intuitivo, criando um método extraordinariamente rápido e eficaz, uma união perfeita da intuição (hemisfério direito) com a razão (hemisfério esquerdo), da arte com a ciência.

Há dois anos venho estudando este método e o aplicando em vários alunos dos cursos que dou no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB— RJ), obtendo resultados comparáveis aos apresentados neste livro. O Método Betty Edwards no meu entender deve ser estudado por todos os professores e alunos de desenho das escolas secundárias, escolas de arte e universidade do Brasil. A utilização das descobertas sobre as especializações funcionais dos hemisférios cerebrais irá — acredito eu — alterar todo o processo de aprendizagem, conseqüentemente todo o ensino. Finalmente estou convencido que, com o passar do tempo, as bases científicas do trabalho da Dr.a Betty Edwards terão sua aplicação a outros ramos do conhecimento, criando os rumos de uma nova educação.

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Olhe essa imagem. Em qual sentido você a vê girando? O site de onde a retirei, diz que se você a vê girando no sentido horário, é porque usa mais o lado direito do cérebro. Se vê no sentido anti-horário, é porque usa mais o lado esquerdo do cérebro. Eu vejo girando nos dois sentidos… normalmente o sentido fica anti-horário quando mexo o mouse com a mão direita ou agora que estou digitando o texto…

Sou canhota, e uso o mouse com a mão direita porque sou a única canhota da família e por já estar habituada a isso. Não sei se a questão da mudança do sentido de giro da imagem tem mesmo algo a ver com uso dos lados do cérebro, mas vi algumas pessoas comentando que só conseguem ver ela girando num sentido, horário ou anti-horário, por isso achei interessante colocar aqui, como curiosidade.

http://www.news.com.au/heraldsun/story/0,21985,22556281-661,00.html

“Os cientistas descobriram que temos um lado do cérebro – o esquerdo – que se especializa em raciocínio lógico, linear e analítico, relacionado com a análise objetiva, desapaixonada, calculista. O lado direito, por sua vez, é a parte do cérebro que permite o raciocínio não-linear, holístico, espontâneo e intuitivo, relacionado com a análise emocional, subjetiva, mística e romântica. Os dois lados do cérebro trabalham em harmonia, equilibrando nossas decisões, mas por razões que os especialistas não entendem ainda, alguns indivíduos desenvolvem capacidade de raciocinar mais com um lado do cérebro do que com o outro. E a diferença é grande: pessoas com o lado esquerdo dominante resolvem problemas com base em fatos, analiticamente, privilegiando palavras, números e ocorrências apresentadas em seqüência lógica; pessoas com o lado direito dominante procuram por insights, imagens, conceitos, padrões, sons e movimentos, que sintetizam em uma solução intuitiva.”

“Pessoas que usam mais o lado esquerdo do cérebro são excelentes avaliadores dos fatos, mas no seu extremo podem se tornar cínicos e descrentes. Também são práticos e podem se tornar gerentes competentes, mas correm o risco de radicalizar e se tornarem extremamente detalhistas.

Pessoas que usam mais o lado direito do cérebro são comunicativos e habilidosos no trato com gente, mas no seu extremo podem ser muito emotivos, sujeitos até mesmo a impulsos irracionais. Também são criativos e imaginosos, mas correm o risco de desconectarem da realidade e viverem em um mundo de fantasia.

Mas existem quatro estilos de raciocínio. É a combinação do lado esquerdo ou direito com o lado superior (cerebral) ou límbico (inferior) do cérebro.

Analítico (cerebral esquerdo)
Os pensadores analíticos são aqueles que concluem que a observação lógica é a única forma de determinar a realidade, ou seja, a verdade não pode ser determinada até que os fatos a provem. Os que pensam assim baseiam-se em processos muito críticos e rigorosos de raciocínio, procurando a relação de causa e efeito para qualquer coisa. Exemplos de profissões: médicos e advogados.

Controlado (límbico esquerdo)
Os pensadores controlados são aqueles que fazem uma coisa de cada vez, num processo seqüencial. São planejados e organizados, e normalmente muito eficientes e confiáveis nas suas atividades diárias. Gostam de ter tarefas específicas e claras para executar. Normalmente não confiam nas emoções ou na intuição para tomar decisão. Profissões: programador de computador, secretárias, policiais.

Sensível (direito límbico)
São aqueles que prestam atenção às emoções, ao sentimento e ao espírito. São indivíduos empáticos, caridosos, comunicativos. Num processo de tomada de decisões são aqueles que interagem com as pessoas, expondo o problema e estimulando o surgimento de soluções. Profissões: psicólogo, professor.

Intuitivo (direito cerebral)
São aqueles caracterizados pela criatividade. Conseguem sintetizar informações dispersas e formar um quadro completo de situações, mas não conseguem comprovar suas idéias com base em fatos. Esses profissionais trabalham normalmente com um esquema próprio de trabalho e têm dificuldades de se adaptar com horários regulares. Profissões: artistas, escritores, web designers.

Estilo de raciocínio e carreira estão intimamente ligados. E o desempenho no trabalho depende da postura mental que você adotar. Pensar de maneira correta, gostar do trabalho que desempenha e ser produtivo é uma combinação de sucesso. Vamos ver a seguir sugestões dos autores do livro ” Sua Carreira – escolhas e mudanças” (David Borchard, John J. Kelly, Nancy-Pat Weaver) para ajudar você a treinar seu raciocínio.

Para ser analítico
– Seja totalmente objetivo
– São os fatos que importam
– Decida e resolva problemas usando a lógica
– Questione sempre suas premissas e suas conclusões
– Faça o papel de advogado do diabo
– Seja exato e preciso na sua comunicação
– Trate os outros com justiça

Para ser controlado
– Mantenha uma agenda de compromissos
– Chegue a conclusões ordenadamente e passo a passo
– Priorize tarefas e faça a mais importante primeiro
– Mantenha uma lista diária de tarefas e siga-a
– Seja organizado, pontual e confiável
– Aprenda a gostar de procedimentos, regras e normas

Para ser intuitivo
– Leia sempre, para estimular as idéias
– Faça associações originais de idéias
– Confie nos seus instintos e palpites
– Trabalhe muito quando estiver inspirado – depois relaxe
– Use sempre imagens mentais; fantasie, sonhe
– Estimule a criatividade com jogos, danças e música

Para ser sensível
– Reconheça seus sentimentos e confie neles
– Entenda as pessoas a partir dos seus próprios sentimentos
– Apoie sempre os outros
– Ouça música que leve ao bom humor e à harmonia
– Decida com o coração e com a alma
– Expresse os sentimentos com intensidade”

http://www2.uol.com.br/aprendiz/guiadeempregos/palavra/jbotelho/ge260901.htm

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Observando os desenhos de mãos, feitos pelos homens das cavernas, notou-se que a grande maioria das mãos desenhadas eram a esquerda, o que leva à conclusão que foram desenhadas pela mão direita. Mesmo nessa época já havia uma tendência maior para as pessoas serem destras em vez de canhotas. Nos animais, a porcentagem de canhotos e destros é igual.

De acordo com os estudos citados por Springer e Deutsch, os pais, sendo ambos destros, tendem a gerar 2% de filhos canhotos; entre os pais canhotos e destros 17% dos filhos são canhotos e quando os pais são todos dois canhotos a chance dos filhos serem igualmente canhotos é de 46%. Na população, de um modo geral, 10% são canhotos. No caso dos gêmeos essa porcentagem dobra: 20% deles são canhotos e têm maior incidência de problemas neurológicos, talvez devido à situação de desconforto causada pelo pequeno espaço no útero.

Estudos recentes sugerem uma interessante correlação entre lateralidade e sistema imunológico. Os doutores Norman Geschwind e Albert Galaburda, em suas pesquisas, chegaram à conclusão que, entre os canhotos, há um maior índice de certos problemas imunológicos. Em cinco dentre oito doenças imunológicas, o número de canhotos era bem maior do que o da população em geral. Eles supõem que o fato seja devido à presença de testosterona no desenvolvimento fetal que diminuiria o aprimoramento do hemisfério esquerdo, favorecendo o desenvolvimento do hemisfério direito. Como a testosterona atinge fetos de ambos os sexos, tendo uma menor atuação no feto feminino, isso explicaria a maior incidência de canhotos e deficientes de linguagem e cognição na população masculina.

Na maioria dos canhotos os hemisférios cerebrais funcionam da mesma forma que os das pessoas que preferem o uso da mão direita. Somente 4% dos canhotos têm as funções dos lobos cerebrais invertidas e menos de 1% dos destros têm as posições do criar e do recordar invertidas.

Existem pessoas que, ao escreverem, colocam a mão numa posição invertida, com o polegar voltado para baixo. Nesses indivíduos a função da fala está no hemisfério do lado da mão que escreve. Se é canhoto a fala está no lado esquerdo; se é destro, a fala está no lado direito do cérebro. Isto facilita, de certa forma, a identificação do hemisfério que rege os mecanismos da linguagem, assim como qual deles está dirigindo o aspecto criativo.

São poucos os canhotos que escrevem com postura normal. Springer e Deutsch, analisando este assunto, dizem o seguinte:

“Em um estudo medindo a quantidade de atividade alfa em cada hemisfério, canhotos com postura normal mostraram mais envolvimento de áreas visuais do hemisfério direito durante tarefas de leitura e escrita do que os invertidos. Não foram encontradas diferenças quando os indivíduos eram solicitados a falar ou escutar material verbal.”
É interessante essa informação, pois leva a crer que os canhotos que escrevem numa posição normal utilizam os dois hemisférios para atividades de linguagem, o que lhes dá maior agilidade mental e melhor aproveitamento de suas faculdades. Jerre Levy notou que muitos canhotos tinham habilidade linguística nos dois hemisférios, levando-a a pensar que as funções espaço-visuais eram menos desenvolvidas pelo fato do hemisfério direito estar com determinada área ocupada pela habilidade linguística. Essa hipótese foi comprovada através de experiências.
Alguns pesquisadores chegaram a pensar que a função linguística, sendo distribuída mais bilateralmente nos canhotos, os dotavam de habilidades superiores, tornando-os mais criativos.

É certo, porém, que um maior e mais eqüitativo aproveitamento das funções dos dois hemisférios, sejam entre canhotos ou destros, leva o indivíduo a ser mais imaginativo, mais capaz de resolver questões difíceis do seu dia-a-dia, a perceber e compreender o que o cerca, além de desenvolver habilidades e potencialidades que estão latentes no ser humano. Algumas pessoas que desejam aprender a desenhar, pensam que, pelo fato de utilizarem a mão esquerda vão ser capazes de desenhar bem. Aprender a desenhar é aprender a ver e a criar. Essas condições não se desenvolvem mudando de mão e sim desenvolvendo características próprias. Existem excelentes pintores que trabalham com os pés, com a boca e com as duas mãos. Aprendendo a ver, a perceber traços e formas, consegue-se desenhar bem.

Celeste Carneiro é artista plástica, educadora e terapeuta. Orienta cursos sobre Criatividade e Cérebro, Facilitando a Aprendizagem e outros.
E-mail: cel5@terra.com.br

http://www.epub.org.br/cm/n15/mente/lateralidade.html#Para%20Saber

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