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Archive for the ‘Notícias’ Category

Durante sua vida Escher fez 448 litografias, xilogravuras, gravuras em madeira, desenhos e esboços. Como alguns de seus predecessores – Michelangelo, Da Vinci, Dürer e Holbein – Escher também era canhoto.

Escher ilustrou livros, criou tapeçarias, selos postais e murais. Maurits Cornelis Escher nasceu em Leeuwarden, Holanda, e foi o quarto e mais novo filho de um engenheiro civil. Após cinco anos a família se mudou para Arnhem onde Escher passou a maior parte da sua juventude.

Após ser reprovado nos exames do ensino médio, Escher foi matriculado na Escola de Arquitetura e Artes Decorativas em Haarlem.

Após apenas uma semana na escola, Escher informou ao seu pai que desejava estudar artes gráficas em vez de arquitetura. Ele mostrou seus desenhos ao seu professor e gráfico Samuel Jessurun de Mesquita, que o encorajou a seguir este caminho. Sábia decisão.

Escher tornou-se famoso por suas chamadas estruturas impossíveis, com trabalhos como: Ascendente e Descendente, Relatividade, Metamorfose I, Metamorfose II e Metamorfose III, Céu e Água I e Répteis.

Além de gênio da Geometria Descritiva, Escher também dominava a Ótica.

Escher jogou com a arquitetura, a perspectiva e espaços impossíveis. Sua arte continua a surpreender e a admirar milhões de pessoas em todo o mundo. Em seu trabalho, nós reconhecemos uma minuciosa observação do mundo que nos rodeia e as expressões de suas próprias fantasias. M.C. Escher mostra-nos que a realidade é maravilhosa, compreensível e fascinante.

O mundo mágico de Escher – Portal de Itaipu

 

 

A exposição com obras de M. C. Escher está em São Paulo, no Centro Cultural Banco do Brasil, até 17 de julho de 2011, e jáq foi vista por mais de um milhão de pessoas no Brasil. Se estiver em São Paulo, não perca.

O Mundo Mágico de Escher
Até 17 de julho de 2011
Local: CCBB-SP
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112, Centro/ Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô
Horário: terça a domingo, das 9h às 20h

Classificação: Livre
Entrada Franca

Sou fã dele, tomara que a exposição venha  pra Curitiba também. : ]

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Pesquisadores da Universidade de Berkeley, na Califórnia-EUA, desenvolveram um dispositivo magnético que pode fazer com que pessoas deixem de utilizar a mão direita para favorecer a esquerda. O dispositivo chama-se Estímulo Magnético Transcranial (TMS, em inglês) e ele afeta a região do córtex parietal posterior, que é a responsável por planejar movimentos.

Naturalmente, todas as pessoas são ambidestras, mas acabam favorecendo uma das duas mãos na hora de escrever ou utilizar determinados equipamentos. Durante os testes, os 33 voluntários (todos destros) não passaram a escrever com a mão esquerda, mas favoreceram a canhota na hora de realizar pequenas atividades, como pegar objetos e apertar o botão do elevador.

A intenção da pesquisa, no entanto, é mais nobre. Segundo Richard Ivry, principal pesquisador da tecnologia, eles pretendem usar o TMS com vítimas de derrames e outras doenças cerebrais, de modo que elas possam favorecer o lado do corpo que eles controlem melhor. Este estímulo ainda poderá ser usado para pacientes recuperarem movimentos de braços ou pernas, recuperando o controle total de seu corpo.

Dispositivo magnético pode fazer você mudar de destro para canhoto

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Canhoto ou destro: pesquisa indica que a influência das experiências ao longo da vida pode ser maior do que se imaginava

Ser destro ou canhoto pode ser apenas uma questão de prática, não sendo a genética tão determinante assim na definição de qual mão utilizamos para escrever ou que pé usamos para chutar uma bola, por exemplo. A afirmação pode parecer estranha, mas é o que sugerem trabalhos realizados pelo Laboratório de Sistemas Motores Humanos da Escola de Educação Física e Esportes da Universidade de São Paulo (EEFE/USP), que deram origem à pesquisa Lateralidade e comportamento motor. Os resultados do estudo demonstram que essa preferência é provocada pelo processo do desenvolvimento motor. “Nossa suposição é que as experiências motoras com cada uma das mãos têm importância muito maior no desenvolvimento da lateralidade do que se imagina”, alega Luis Augusto Teixeira, coordenador da pesquisa.

De forma geral, acredita-se que a lateralidade de uma pessoa seja provocada pelos genes. Por esse ponto de vista, um dos hemisférios cerebrais seria mais apto a controlar os movimentos voluntários e, em função dessa predisposição inata, a pessoa se tornaria destra ou canhota. No entanto, Teixeira observou que tanto a preferência pelo uso de uma das mãos quanto o desempenho motor relativo entre as mãos direita e esquerda podem ser facilmente modificados por experiências práticas. Isso tem implicações diretas na formação da lateralidade nos primeiros anos de vida, quando se estabelece a preferência. “O simples fato de a mãe colocar uma colher ou brinquedo sempre em uma das mãos de seu bebê poderia influir na formação de sua lateralidade”, pontua.

Os estudos têm mostrado que, para a grande maioria das ações motoras, a capacidade de aprendizagem é equivalente entre os lados direito e esquerdo do corpo. Por isso, uma vez que alguém se empenhe em praticar alguma atividade usando o lado não dominante pode, após algum tempo, desempenhar as ações praticadas alcançando a mesma eficiência com ambas as mãos.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores pediram a voluntários que fizessem exercícios que consistiam em realizar uma sequência de toques entre os dedos. Um grupo de pessoas fez o exercício com a mão preferida e o outro, com a mão não preferida. “Aqueles que começavam com a mão não dominante achavam que não conseguiriam realizar as tarefas”, conta Teixeira. Porém, a taxa de sucesso entre os dois grupos foi similar. A medição feita no final dos testes mostrou que o desempenho de ambos os grupos dependia muito mais da mão com que praticaram o exercício do que do fato de terem usado a mão preferida ou não.

Outro fator observado foi que uma certa prática leva aos mesmos resultados com os lados dominante e não dominante. Isso significa que, se uma ação é praticada com a mão não preferida, depois de pouco tempo o desempenho se torna melhor com esta mão do que com a mão dominante. “Assim, fica evidente que a plasticidade neural é capaz de, rapidamente, levar a uma vantagem de desempenho com a mão usada durante a prática”, analisa Teixeira. Não existe uma forma especial de prática com o lado não preferido em comparação ao praticado com o lado preferido. É preciso haver uma quantidade mínima de repetições com o propósito de melhorar o desempenho.

Circuitos

No domínio motor, porém, são poucas as ações em que há uma vantagem consistente de desempenho com um dos lados do corpo desde fases iniciais do desenvolvimento. Algo que os cientistas já sabem é que experiências com uma das mãos levam a modificações nos circuitos cerebrais. “Uma parte importante dessas modificações é específica ao hemisfério cerebral contralateral à mão utilizada. Assim, a especialização hemisférica é algo dinâmico, que se altera com as experiências do dia a dia”, explica o coordenador da pesquisa.

É aí que Teixeira sugere que a escolha do lado dominante do corpo pode ser feita por conta de acontecimentos na vida do indivíduo, ou mesmo por influência dos pais. “A criança se espelha nos pais. Se eles são destros oferecem tudo ao bebê com a mão direita. Com isso, a criança acaba tendendo a ser destra também.” Segundo o coordenador, a preferência manual é bastante variável até os 2 anos de idade, sendo bastante suscetível de ser afetada por fatores ambientais.

Então, como explicar os ambidestros? Alex Ribeiro Garcia, 29 anos, jogador do Universo e da Seleção Brasileira de Basquete, é um desses casos raros. Ele chuta com o pé esquerdo e arremessa com a mão esquerda, mas controla melhor a bola com a direita, a preferida também na hora de escrever. “Minha precisão é com a esquerda, mas sou mais confiante com meu lado direito”, diz o jogador, que se considera canhoto.

Para a ciência, no entanto, ele tem o que se chama lateralidade cruzada. “Por algum motivo, ele desenvolveu essa preferência cruzada. O que demonstra que elementos como prática ou algum acontecimento durante a vida tenha definido a ambidestralidade, mesmo que cruzada”, explica Luis Augusto Teixeira. Alex puxa pela memória, mas não sabe dizer o que pode ter definido suas escolhas. “Sou assim desde criança. Mas confesso que o esporte me ajudou a desenvolver essas habilidades que chamam de cruzadas.” Os estudos podem servir de estímulo para atletas treinarem os dois lados do corpo, buscando melhorar sua performance. “O difícil é convencer a pessoa a se empenhar e fazer com que os lados fiquem equiparados”, comenta Teixeira.

Domínio do cérebro

A lateralidade é a capacidade de controlar os dois lados do corpo juntos ou separadamente. Quem comanda essa atividade é o cérebro. Cada um de seus dois lados controla os movimentos da parte oposta do corpo. Assim, a mão e o pé esquerdos, por exemplo, são acionados pelo hemisfério cerebral direito, e vice-versa

A prática

O estudo traz resultados de vários trabalhos e elabora a tese de que a preferência pelo lado direito ou esquerdo não seria um fator genético pré-determinado, mas algo esculpido pelo processo de desenvolvimento motor. Portanto, os dois lados do corpo têm o mesmo potencial nesse desenvolvimento.

Os testes

Uma sequência de toque entre os dedos (movimento de pinça) foi proposta a voluntários. Um grupo fez o exercício com a mão preferida e um outro com a mão não preferida

Resultados

A taxa de sucesso nos dois grupos foi similar. A medição sugeriu que o desempenho dos grupos dependia muito mais da mão com que praticaram o exercício do que do fato de terem usado a mão preferida ou não. A prática foi determinante

Surpresa

Os voluntários que utilizaram a mão não preferida afirmaram que se sentiram mais confiantes fazendo o exercício com aquela mão depois de tentarem com a mão preferida

por Silvia Pacheco

Ser canhoto ou destro é só questão prática, diz pesquisa

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Mas, afinal, o que define se uma pessoa será canhota ou destra? O doutor em psicologia experimental Eduardo José Legal acredita que a causa não tem uma explicação 100% conclusiva. “Não há consenso sobre a origem da lateralidade. Estudos com animais e imagens de crianças na fase pré-natal demonstram que esta característica comportamental tem raízes na herança genética. E como toda característica comportamental, também é construída pela aprendizagem”, analisa.

O neurologista Rafael Pauletti alerta que até hoje ninguém entendeu muito bem o que define o canhotismo. “Se sabe apenas que há relação com a genética.” Há também a hipótese de que nos primeiros anos a criança não tem preferência, e ela acaba sendo treinada pelo ambiente. Isso explicaria porque há mais canhotos em famílias com canhotos. O pai canhoto inconscientemente estaria treinando a mão esquerda do filho. Mas esta teoria também tem seus desvios.

“A aprendizagem, neste caso, faz mais sentido quando observamos o desenvolvimento das habilidades corporais, do que quando observamos a escolha feita pelo sujeito”, explica Eduardo. Segundo ele, aprender a usar outra mão ou outro lado do corpo que não o preferido é algo possível, mas isto não muda o fato de o sujeito ser canhoto ou destro.

Eduardo destaca que o controle cerebral dos movimentos do corpo é realizado de modo inverso. O hemisfério direito rege o lado esquerdo do corpo e vice-versa. A escrita, que é um ato motor, tende a seguir a mesma regra. “Contudo, raros são os casos de assimetria invertida, isto é, os centros cerebrais de controle estarem invertidos. Isto quer dizer que mesmo em um sujeito canhoto, o lado esquerdo do cérebro pode ser o responsável pelo controle da linguagem.”

Alguns estudos têm demonstrado uma relação entre a lateralidade, especificamente o canhotismo, e a criatividade em atividades artísticas e na ciência. Porém, as evidências não são tão claras. Eduardo enfatiza que há exageros e distorções estatísticas. Mas, de qualquer forma, muitas pessoas criativas nestas áreas do conhecimento humano são canhotas. Se suas contribuições foram geradas pelas características cerebrais ou pela história de adaptação da pessoa em um mundo de destros, ninguém tem certeza ainda.

Já o neurologista Rafael Pauletti garante que existe uma explicação lógica para os canhotos serem conhecidos por sua inteligência e criatividade. “Sem notar, o canhoto passa o dia estimulando o hemisfério do cérebro que não é predominante. Isso pode influenciar na velocidade das ações do outro hemisfério, o que desenvolve tanto questões motoras quanto racionais”, explica. Mas os estudos também não são conclusivos porque, segundo esta teoria os destros teriam o hemisfério esquerdo predominante e os canhotos o direito. No entanto, apenas 50% dos canhotos tem, comprovadamente, o hemisfério direito predominante. São as incertezas da ciência.

As explicações científicas não diminuem a incompreensão em relação aos canhotos. Algumas começam na infância, quando a falta de informação faz com que pais, ainda hoje, obriguem a criança canhota a escrever com a mão direita. A atitude pode desencadear problemas de aprendizagem, como escrita mais lenta e até problemas para ler e se expressar, garantem os especialistas.

Por outro lado, em atividades como o esporte por exemplo, ser canhoto é bem vantajoso, já que poucos adversários estão preparados para lidar com alguém habilidoso com a mão ou com a perna esquerda. O jogador Roberto Carlos, que jogou muito tempo na Seleção Brasileira ficou conhecido pelos fortes chutes com o pé esquerdo.

Na copa de 1970, o jogador Gérson se destacou como o “canhotinha de ouro”. Em 1994, Branco ajudou a seleção a conquistar a copa com um chute de esquerda. E em pesquisas na internet é comum que os sites apontem Pelé e Romário como canhotos. Mas quem entende de futebol garante que eles são destros.

Incertezas da ciência – A Notícia

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por Silvia Pacheco

Canhoto ou destro: pesquisa indica que a influência das experiências ao longo da vida pode ser maior do que se imaginava

Ser destro ou canhoto pode ser apenas uma questão de prática, não sendo a genética tão determinante assim na definição de qual mão utilizamos para escrever ou que pé usamos para chutar uma bola, por exemplo. A afirmação pode parecer estranha, mas é o que sugerem trabalhos realizados pelo Laboratório de Sistemas Motores Humanos da Escola de Educação Física e Esportes da Universidade de São Paulo (EEFE/USP), que deram origem à pesquisa Lateralidade e comportamento motor. Os resultados do estudo demonstram que essa preferência é provocada pelo processo do desenvolvimento motor. “Nossa suposição é que as experiências motoras com cada uma das mãos têm importância muito maior no desenvolvimento da lateralidade do que se imagina”, alega Luis Augusto Teixeira, coordenador da pesquisa.

De forma geral, acredita-se que a lateralidade de uma pessoa seja provocada pelos genes. Por esse ponto de vista, um dos hemisférios cerebrais seria mais apto a controlar os movimentos voluntários e, em função dessa predisposição inata, a pessoa se tornaria destra ou canhota. No entanto, Teixeira observou que tanto a preferência pelo uso de uma das mãos quanto o desempenho motor relativo entre as mãos direita e esquerda podem ser facilmente modificados por experiências práticas. Isso tem implicações diretas na formação da lateralidade nos primeiros anos de vida, quando se estabelece a preferência. “O simples fato de a mãe colocar uma colher ou brinquedo sempre em uma das mãos de seu bebê poderia influir na formação de sua lateralidade”, pontua.

Os estudos têm mostrado que, para a grande maioria das ações motoras, a capacidade de aprendizagem é equivalente entre os lados direito e esquerdo do corpo. Por isso, uma vez que alguém se empenhe em praticar alguma atividade usando o lado não dominante pode, após algum tempo, desempenhar as ações praticadas alcançando a mesma eficiência com ambas as mãos.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores pediram a voluntários que fizessem exercícios que consistiam em realizar uma sequência de toques entre os dedos. Um grupo de pessoas fez o exercício com a mão preferida e o outro, com a mão não preferida. “Aqueles que começavam com a mão não dominante achavam que não conseguiriam realizar as tarefas”, conta Teixeira. Porém, a taxa de sucesso entre os dois grupos foi similar. A medição feita no final dos testes mostrou que o desempenho de ambos os grupos dependia muito mais da mão com que praticaram o exercício do que do fato de terem usado a mão preferida ou não.

Outro fator observado foi que uma certa prática leva aos mesmos resultados com os lados dominante e não dominante. Isso significa que, se uma ação é praticada com a mão não preferida, depois de pouco tempo o desempenho se torna melhor com esta mão do que com a mão dominante. “Assim, fica evidente que a plasticidade neural é capaz de, rapidamente, levar a uma vantagem de desempenho com a mão usada durante a prática”, analisa Teixeira. Não existe uma forma especial de prática com o lado não preferido em comparação ao praticado com o lado preferido. É preciso haver uma quantidade mínima de repetições com o propósito de melhorar o desempenho.

Circuitos

No domínio motor, porém, são poucas as ações em que há uma vantagem consistente de desempenho com um dos lados do corpo desde fases iniciais do desenvolvimento. Algo que os cientistas já sabem é que experiências com uma das mãos levam a modificações nos circuitos cerebrais. “Uma parte importante dessas modificações é específica ao hemisfério cerebral contralateral à mão utilizada. Assim, a especialização hemisférica é algo dinâmico, que se altera com as experiências do dia a dia”, explica o coordenador da pesquisa.

É aí que Teixeira sugere que a escolha do lado dominante do corpo pode ser feita por conta de acontecimentos na vida do indivíduo, ou mesmo por influência dos pais. “A criança se espelha nos pais. Se eles são destros oferecem tudo ao bebê com a mão direita. Com isso, a criança acaba tendendo a ser destra também.” Segundo o coordenador, a preferência manual é bastante variável até os 2 anos de idade, sendo bastante suscetível de ser afetada por fatores ambientais.

Então, como explicar os ambidestros? Alex Ribeiro Garcia, 29 anos, jogador do Universo e da Seleção Brasileira de Basquete, é um desses casos raros. Ele chuta com o pé esquerdo e arremessa com a mão esquerda, mas controla melhor a bola com a direita, a preferida também na hora de escrever. “Minha precisão é com a esquerda, mas sou mais confiante com meu lado direito”, diz o jogador, que se considera canhoto.

Para a ciência, no entanto, ele tem o que se chama lateralidade cruzada. “Por algum motivo, ele desenvolveu essa preferência cruzada. O que demonstra que elementos como prática ou algum acontecimento durante a vida tenha definido a ambidestralidade, mesmo que cruzada”, explica Luis Augusto Teixeira. Alex puxa pela memória, mas não sabe dizer o que pode ter definido suas escolhas. “Sou assim desde criança. Mas confesso que o esporte me ajudou a desenvolver essas habilidades que chamam de cruzadas.” Os estudos podem servir de estímulo para atletas treinarem os dois lados do corpo, buscando melhorar sua performance. “O difícil é convencer a pessoa a se empenhar e fazer com que os lados fiquem equiparados”, comenta Teixeira.

Domínio do cérebro

A lateralidade é a capacidade de controlar os dois lados do corpo juntos ou separadamente. Quem comanda essa atividade é o cérebro. Cada um de seus dois lados controla os movimentos da parte oposta do corpo. Assim, a mão e o pé esquerdos, por exemplo, são acionados pelo hemisfério cerebral direito, e vice-versa.

A prática

O estudo traz resultados de vários trabalhos e elabora a tese de que a preferência pelo lado direito ou esquerdo não seria um fator genético pré-determinado, mas algo esculpido pelo processo de desenvolvimento motor. Portanto, os dois lados do corpo têm o mesmo potencial nesse desenvolvimento.

Os testes

Uma sequência de toque entre os dedos (movimento de pinça) foi proposta a voluntários. Um grupo fez o exercício com a mão preferida e um outro com a mão não preferida.

Resultados

A taxa de sucesso nos dois grupos foi similar. A medição sugeriu que o desempenho dos grupos dependia muito mais da mão com que praticaram o exercício do que do fato de terem usado a mão preferida ou não. A prática foi determinante.

Surpresa

Os voluntários que utilizaram a mão não preferida afirmaram que se sentiram mais confiantes fazendo o exercício com aquela mão depois de tentarem com a mão preferida.

Ser canhoto ou destro é só questão prática, diz pesquisa – Silvia Pacheco

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Canhotos, comemorem. Uma confecção britânica pensou em vocês e lançou uma cueca especial para quem tem a mão esquerda habilidosa e a direita meio boba. Segundo a Hom, agora os canhotos não perderão mais tempo nem passarão vergonha em frente da privada.

A diferença básica para a cueca comum é que a de canhoto tem uma abertura diferente, que é mais facilmente manuseada pela mão esquerda.

Rob Faucherand, gerente da loja Debenhams, disse que o lançamento é um “passo vital para a igualdade entre destros e canhotos”.

– As cuecas tradicionais daqui foram inventadas em 1935 para destros. Como resultado, os canhotos têm muito mais dificuldade para abrir a cueca para fazer xixi. Eles precisam executar uma manobra em Z através de dois ângulos de 180 graus, antes de conseguir o resultado que os destros  atingem com mais facilidade.

Ou seja, os canhotos britânicos precisam manjar muito de geometria para tirar água do joelho.  Um modelo de cueca boxer com uma abertura no meio já havia sido lançado no passado para destros e canhotos, e era a escolha óbvia de quem usa a mão esquerda.

Empresa britânica lança cueca para canhotos – R7

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Nosso cérebro é formado basicamente por dois hemisférios: o direito e o esquerdo. Um hemisfério é dito dominante quando este comanda a linguagem. Mais de 90% das pessoas são destras, e nestas, a dominância está no hemisfério esquerdo em mais de 95% dos casos.

Nos canhotos, a dominância do hemisfério esquerdo ocorre em 70% das pessoas. Em metade dos canhotos restantes, a linguagem é controlada pelo hemisfério direito. A outra metade não mostra assimetria, sendo a linguagem controlada igualmente pelos dois hemisférios.

Seria o canhotismo patológico? Culturalmente, sempre foi tratado como tal. E eles sofrem em um ”mundo direito”, em que praticamente tudo é voltado para os destros. Porém, não se sabe realmente o porquê das pessoas serem destras ou canhotas. Existe uma certa tendência genética. Se um dos pais for canhoto, há 15% de chances de um dos filhos ser canhoto. Sabe-se que a mão predominante já está definida na gestação, quando a maioria dos bebês começa a exibir uma preferência nítida por chupar o polegar direito (ou o esquerdo, no caso dos canhotos).

Há estudos que mostram que os canhotos seriam mais criativos e poderiam ter uma ligeira vantagem nos esportes, jogos e outras atividades nas quais os jogadores enfrentam grande volume de estímulos, lançados simultaneamente, ou em rápida sucessão. Teoricamente, eles poderiam usar mais facilmente ambos os hemisférios do cérebro para gerenciar esses estímulos, resultando em processamento e tempo de resposta mais rápidos.

Flávio Henrique Bobroff da Rocha, neurologista

Fonte: Como funciona o cérebro dos canhotos?

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